Sabrosa

Sabrosa é um concelho que faz fronteira com o rio Douro, inserindo-se na região demarcada do Vinho do Porto. Não admira, portanto, que as paisagens sejam maioritariamente dominadas pelas vinhas que, alternando com os montes, dão origem a cenários magníficos, como os que se desfrutam, por exemplo, desde a capela de Nossa Senhora da Azinheira ou do monte de São Domingos. Neste contexto, e após a demarcação da região do Douro como produtora de vinho no século XVIII, a sede de concelho sofreu um grande desenvolvimento, sendo desta época muitas das casas solarengas existentes. Estas constituem parte importante do património arquitetónico deste concelho, em que se destaca Provesende, dita “terra de solares. Existem também igrejas de valor em Celeirós, São Lourenço de Ribapinhão, Vilarinho de São Romão e em Sabrosa. A maioria das povoações do concelho são de origem medieval, havendo já uma classe nobre privilegiada no século XV, e algumas são mesmo anteriores à fundação da nacionalidade. Mas, se quisermos recuar no tempo, temos que o fazer até à pré-história, de onde nos chegam vestígios arqueológicos neolíticos, como antas e dólmenes, e castros da Idade do Ferro, dos quais se destaca o Castro da Sancha, que também registou ocupação romana. Da época da Romanização, ficariam também alguns restos de calçadas em vários pontos da região. Já da Idade Média, restam sepulturas paleocristãs, no chamado Cemitério Lusitano-romano, também em Provesende. Uma herança que só por si atesta a vontade do homem em se fixar nestas terras. De Sabrosa surgiram também nomes sonantes da história nacional, senão mesmo mundial, como seja o navegador do século XV, Fernão de Magalhães, o primeiro a efetuar a viagem de circum-navegação à volta do mundo, ou Miguel Torga, nascido em São Martinho de Anta, autor de ditos célebres como “Para cá do Marão mandam os que cá estão!”… Não perca a oportunidade de visitar as casas destes célebres vultos. Falando em oportunidades, e para além dos esplêndidos vinhos do concelho de incontornável qualidade, não se permita perder a excelente gastronomia da região. O cabrito assado com arroz de forno e o cozido à portuguesa pedem um bom tinto de mesa, enquanto o pão-de-ló, as cavacas altas e as cavaquinhas pedem vinho fino a acompanhar. Da herança cultural, também o amante da arte e do engenho popular encontrará ainda produções artesanais dedicadas à tanoaria, cestaria, marcenaria, rendas, latoaria e tamancaria. Como se pode constatar, Sabrosa é um dos concelhos que melhor descreve e reúne o viver e saber transmontano à beira do Douro.

Onde Comer em Sabrosa

O que fazer em Sabrosa

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Onde dormir em Sabrosa

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